
Perceber um caroço na mama assusta. A primeira coisa a saber é que a maioria dos nódulos mamários é benigna. A segunda é que todo nódulo novo merece avaliação médica, porque só a investigação diz com segurança o que ele é.
Causas mais comuns
- Cistos: bolsas com líquido, frequentes entre os 35 e os 50 anos. Podem aumentar e diminuir com o ciclo menstrual.
- Fibroadenomas: nódulos sólidos benignos, comuns em mulheres jovens. Costumam ser firmes, lisos e móveis.
- Alterações funcionais: áreas mais densas ou nodulares ligadas aos hormônios, muitas vezes nas duas mamas.
- Câncer de mama: é a causa que precisa ser descartada. Por isso a avaliação não deve ser adiada.
Sinais que pedem avaliação mais rápida
Não dá para saber pelo toque se um nódulo é benigno ou maligno. Mas alguns sinais pedem consulta logo:
- Nódulo endurecido, irregular ou que parece preso à pele ou ao músculo
- Pele da mama retraída, avermelhada ou com aspecto de casca de laranja
- Mamilo que passou a ficar retraído
- Secreção espontânea pelo mamilo, principalmente transparente ou com sangue
- Caroço na axila
Como é a investigação
- Consulta: o mastologista pergunta sobre o histórico, examina as mamas e as axilas e avalia exames anteriores.
- Exames de imagem: ultrassonografia, mamografia ou os dois, conforme a idade e o tipo de nódulo.
- Classificação BI-RADS: o laudo traz uma categoria de 0 a 6 que orienta o próximo passo. As categorias 1 e 2 são normais ou benignas. A 3 indica lesão provavelmente benigna, que costuma ser acompanhada com novo exame em seis meses. As categorias 4 e 5 indicam lesão suspeita e, em geral, levam à biópsia.
- Biópsia, se necessário: retira uma pequena amostra do nódulo para análise. É o único exame que confirma o diagnóstico.
O que não fazer
- Não espere o nódulo “sumir sozinho” para procurar o médico.
- Não se baseie em dor ou ausência de dor: o câncer de mama costuma ser indolor, e muitos nódulos benignos doem.
- Não interprete o laudo sozinha. A categoria BI-RADS precisa ser lida junto com o exame clínico.
Este texto é informativo e não substitui a consulta. Ao perceber qualquer mudança na mama, procure avaliação médica.
Conteúdo revisado por
Prof. Dr. Luiz Ayrton Santos Júnior
CRM-PI 1683, RQE 98