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19 de outubro de 2026

Mamografia: a partir de que idade e com que frequência?

Mamografia: a partir de que idade e com que frequência?

A mamografia é o exame que mais ajuda a encontrar o câncer de mama no início, quando ainda não há nódulo que dê para sentir com a mão. A dúvida mais comum no consultório é sobre a idade de começar e de quanto em quanto tempo repetir.

O que diz o Ministério da Saúde

Em 2025, o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária da mamografia de rastreamento no SUS:

  • De 50 a 74 anos: mamografia a cada dois anos.
  • De 40 a 49 anos: o exame pode ser feito por decisão da mulher junto com o médico, depois de conversar sobre os benefícios e as limitações.

O que dizem as sociedades médicas

A Sociedade Brasileira de Mastologia, o Colégio Brasileiro de Radiologia e a Febrasgo recomendam a mamografia anual a partir dos 40 anos. A diferença entre as recomendações está no equilíbrio entre encontrar tumores mais cedo e evitar exames e biópsias desnecessários.

Na prática, a decisão é individual e vale a pena ser tomada na consulta.

Quando começar antes dos 40

Algumas mulheres têm risco maior e precisam de um plano diferente, que pode incluir início mais cedo, ressonância magnética e aconselhamento genético. É o caso de quem tem:

  • Mãe, irmã ou filha com câncer de mama, principalmente antes dos 50 anos
  • Casos de câncer de ovário ou de câncer de mama em homens na família
  • Mutação genética conhecida, como BRCA1 ou BRCA2
  • Biópsia anterior com lesão de alto risco
  • Radioterapia no tórax antes dos 30 anos

Como se preparar para o exame

  • No dia do exame, não use desodorante, talco ou creme nas mamas e axilas. Eles podem aparecer na imagem.
  • Se ainda menstrua, prefira marcar para a semana seguinte à menstruação, quando as mamas costumam estar menos sensíveis.
  • Leve as mamografias anteriores. A comparação com exames antigos ajuda muito na leitura.
  • Se tiver prótese de silicone, avise a equipe. São feitas incidências específicas.

E o autoexame?

Conhecer o próprio corpo ajuda a perceber mudanças e a procurar o médico mais cedo. Mas o toque não substitui a mamografia, que identifica lesões pequenas demais para serem sentidas.

Este texto é informativo e não substitui a consulta. A indicação de exames é sempre individual.

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Conteúdo revisado por Prof. Dr. Luiz Ayrton Santos Júnior CRM-PI 1683, RQE 98